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Juventudes protagonizam discussões climáticas em Mato Grosso

Lucas do Rio Verde, 12 de fevereiro de 2026 - Para Ana Vitória, de 13 anos, ser membro do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA) em Cuiabá foi o ponto de virada para entender que possui direitos e pode transformar sua realidade: “Quando os adolescentes são ouvidos, eles se sentem mais valorizados, respeitados e confiantes”, afirma a jovem. 

Essa trajetória de empoderamento político foi destaque durante o Encontro Estadual de Adolescentes realizado nesta quarta-feira (12) em Lucas do Rio Verde (MT), que reuniu cerca de 70 jovens de 28 municípios para debater a cidadania e o futuro de seus territórios. O evento, promovido pelo UNICEF em parceria com o Instituto Peabiru, marcou o papel dos NUCAs como espaços estratégicos de decisão. 

O Encontro Estadual faz parte da metodologia do Selo UNICEF, que incentiva a participação cidadã como um dos critérios fundamentais para que os municípios avancem na garantia de direitos. 

A proposta foi dar voz aos adolescentes e fortalecer o protagonismo deles nas políticas públicas. Durante todo o dia, os jovens estiveram envolvidos em rodas de conversa, oficinas e momentos de construção coletiva, com foco em clima, direitos, educação e participação juvenil.

Entre os participantes está o adolescente Júlio Daniel, que faz parte do projeto há quatro anos. Para ele, o projeto representa mudança de vida. “O Nuca transforma vidas, quando você entra e acha que não tem voz ou lugar, ele mostra que você pode ser ouvido e entendido. Ele modifica o jeito de agir e pensar o mundo. Você percebe que é bem-vindo em algum lugar e isso é importante para a sociedade e para a juventude que está se formando.”

Thaissa Scerne, especialista em Desenvolvimento e Participação de Adolescentes do UNICEF, destaca que a participação dos jovens qualifica as respostas locais e fortalece a busca pela justiça climática, conectando as políticas públicas à realidade de quem vive os desafios ambientais na Amazônia Legal.

Entre os participantes está o adolescente Júlio Daniel, que faz parte do projeto há quatro anos. Para ele, o projeto representa mudança de vida. “O Nuca transforma vidas, quando você entra e acha que não tem voz ou lugar, ele mostra que você pode ser ouvido e entendido. Ele modifica o jeito de agir e pensar o mundo. Você percebe que é bem-vindo em algum lugar e isso é importante para a sociedade e para a juventude que está se formando.”

Como resultado desse encontro, os adolescentes lançaram o MANIFESTO JUVENIL AMAZÔNICO DE MATO GROSSO – #ENTRENOCLIMAUNICEF. Um documento que mostra que a emergência climática já é uma realidade no estado, afetando o acesso à água, saúde e educação. Nele, os adolescentes assumem o protagonismo das discussões de defendem ações de reflorestamento, alertam que sem um meio ambiente equilibrado, o Estatuto da Criança e do Adolescente não se cumpre, exigem saúde de qualidade, educação pública digna e segurança e espaços permanentes de participação nas decisões municipais e estaduais.

Segundo Adriano do Egito, mobilizador de Juventude e Igualdade Racial do Instituto Peabiru, esse manifesto é uma importante ferramenta para apoiar os adolescentes a incidir politicamente em seus próprios municípios, com propostas que devem contribuir para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à juventude em Mato Grosso.

Clique aqui para ler o MANIFESTO JUVENIL AMAZÔNICO DE MATO GROSSO – #ENTRENOCLIMAUNICEF.