O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o Instituto Peabiru, realizou nos dias 6 e 7 de agosto, em Macapá, o 4º Ciclo de Formação da edição 2025-2028 do Selo UNICEF, dedicado à equidade étnico-racial nas políticas públicas municipais. O encontro reuniu 47 participantes e cerca de 11 municípios amapaenses do Selo UNICEF, além de lideranças e organizações indígenas e quilombolas, como Instituto de Mulheres Negras do Amapá, Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da UEAP, Fundação Nacional do Índio e parceiros estaduais como Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, Ministério Público do Amapá, Tribunal de Contas do Estado do Amapá, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação no Amapá e Secretaria Extraordinário dos Povos Indígenas do Amapá.
O evento reuniu apresentações culturais e momentos de diálogo com jovens dos Núcleos de Cidadania de Adolescentes (NUCAs) de diversos municípios amapaenses, que compartilharam reflexões sobre escuta juvenil e experiências de racismo vividas em seus territórios. Durante o primeiro dia, as equipes se organizaram em grupos para discutir estudos de caso sobre equidade étnico-racial na gestão pública e propor soluções, apresentando os resultados ao final da programação. Já o segundo dia foi dedicado a aprofundar a importância da perspectiva étnico-racial nas políticas públicas, com apresentações sobre o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR) e a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), temas que compõem o Resultado Sistêmico 6 do Selo UNICEF, eixo inédito nesta edição da iniciativa, voltado à equidade étnico-racial para crianças e adolescentes.
As formações seguem em seis polos nos estados do Pará, Mato Grosso e Tocantins e tem por objetivo fortalecer gestoras, gestores, técnicos e mobilizadores dos municípios paraenses para o enfrentamento ao racismo institucional e para a construção de políticas públicas mais equitativas para crianças, adolescentes e jovens indígenas, quilombolas e negros na Amazônia.
