Cuiabá, 20 de agosto de 2026 – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o Instituto Peabiru, realizou nos dias 18 e 19 de agosto, em Cuiabá, o 4º Ciclo de Formação da edição 2025-2028 do Selo UNICEF, dedicado à equidade étnico-racial nas políticas públicas municipais. O encontro reuniu 122 participantes de cerca de 50 municípios mato grossenses do Selo UNICEF, além de lideranças e organizações indígenas e quilombolas, como o Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais; parceiros estaduais, como a Secretaria de Estado da Educação, Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Mato Grosso, Ministério Público do Mato Grosso, Associação Para Desenvolvimento Social dos Municípios do Estado de Mato Grosso, Associação Mato-grossense dos Municípios e Federação Matogrossense das Associações de Moradores de Bairros; e representantes da Rumo, parceiro estratégico do Selo UNICEF no estado.
O evento contou com apresentações culturais e momentos de diálogo com jovens dos Núcleos de Cidadania de Adolescentes (NUCAs) de diversos municípios do Mato Grosso, que debateram temas como escuta juvenil e experiências de racismo no território. As equipes municipais se dividiram em grupos para discutir e propor soluções para estudos de caso sobre equidade étnico-racial na gestão pública, com apresentação dos resultados ao final do primeiro dia. No segundo dia, o encontro tratou sobre a importância da abordagem étnico-racial, seguido por uma série de apresentações sobre temas como o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR) e a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), que fazem parte do escopo de atividades do Resultado Sistêmico 6, do Selo UNICEF, novidade nesta edição da iniciativa e trata sobre a equidade étnico-racial para crianças e adolescentes.
As formações seguem em Sinop (MT), Santarém (PA) e finalizam em Parauapebas (PA). Os encontros têm por objetivo fortalecer gestoras, gestores, técnicos e mobilizadores dos municípios paraenses para o enfrentamento ao racismo institucional e para a construção de políticas públicas mais equitativas para crianças, adolescentes e jovens indígenas, quilombolas e negros na Amazônia.
