O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o Instituto Peabiru, realizou nos dias 4 e 5 de agosto, em Belém, o 4º Ciclo de Formação da edição 2025-2028 do Selo UNICEF, dedicado à equidade étnico-racial nas políticas públicas municipais. O encontro reuniu 156 participantes e cerca de 80 municípios paraenses do Selo UNICEF, além de lideranças e organizações indígenas e quilombolas, como a Malungu – Articulação Estadual das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Pará, a Federação dos Povos Indígenas do Pará (FEPIPA), a Rede Matriarcas e o Instituto Afro Brasileiro Imaculada Conceição (IABIC-PA), que compuseram a mesa de abertura. O evento também contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas e da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (CIDH), além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará, Ministério Público do Pará, Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará e Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará.
O evento contou com apresentações culturais e momentos de diálogo com jovens dos Núcleos de Cidadania de Adolescentes (NUCAs) de diversos municípios paraenses, que debateram temas como escuta juvenil e experiências de racismo no território. As equipes municipais se dividiram em grupos para discutir e propor soluções para estudos de caso sobre equidade étnico-racial na gestão pública, com apresentação dos resultados ao final do primeiro dia. Além disso no segundo dia, o encontro tratou sobre a importância da abordagem étnico-racial, seguido por uma série de apresentações sobre temas como o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR) e a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), que fazem parte do escopo de atividades do Resultado Sistêmico 6, do Selo UNICEF, novidade nesta edição da iniciativa e trata sobre a equidade étnico-racial para crianças e adolescentes.
As formações seguem em sete polos nos estados do Pará, Amapá, Mato Grosso e Tocantins e tem por objetivo fortalecer gestoras, gestores, técnicos e mobilizadores dos municípios paraenses para o enfrentamento ao racismo institucional e para a construção de políticas públicas mais equitativas para crianças, adolescentes e jovens indígenas, quilombolas e negros na Amazônia.
