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Promoção da equidade étnico-racial é fortalecida durante o 4º Ciclo de Formação do Selo UNICEF na Bahia

 

A promoção da equidade étnico-racial na Bahia foi fortalecida por meio do 4º Ciclo de Formação do Selo UNICEF – Edição 2025-2028, que reuniu 399 representantes das equipes técnicas de 152 municípios baianos. Os encontros, realizados nas cidades de Vitória da ConquistaSalvador, entre os dias 21 e 24 de julho, tiveram como objetivo fortalecer a atuação das equipes municipais na elaboração, implementação e monitoramento de políticas públicas capazes de enfrentar as desigualdades raciais que impactam crianças, adolescentes e jovens, especialmente as populações negra, quilombola e indígena.

Participaram da formação articuladores municipais, mobilizadores, gestores públicos e profissionais das áreas da educação, saúde, assistência social e de outras políticas voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Durante os encontros, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre racismo, equidade étnico-racial, direitos dos povos indígenas e das comunidades quilombolas, produção e análise de dados para subsidiar políticas públicas e estratégias para incorporar a perspectiva antirracista às ações desenvolvidas pelos municípios. A programação também contemplou a revisão das entregas previstas no Resultado Sistêmico 6 (RS6) da metodologia do Selo UNICEF.

Além da formação técnica, a programação promoveu momentos de diálogo e intercâmbio de experiências entre adolescentes dos Núcleos de Cidadania de Adolescentes (NUCAs) dos municípios baianos, incentivando a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados em seus territórios e fortalecendo a integração entre os jovens.

Para Mirela Almeida, adolescente do NUCA do município de Aporá, o contato com participantes de diferentes municípios tornou a experiência ainda mais enriquecedora.
"Foi uma experiência incrível e muito enriquecedora. O encontro nos deu espaço para falar, ouvir e trocar experiências com outros jovens. Conhecer as ações que diferentes municípios desenvolvem e compartilhar nossas realidades mostrou o quanto podemos aprender uns com os outros. Essa troca de culturas e ideias nos inspira a levar novas iniciativas para nossas comunidades."

Foto Mirela Almeida, adolescente do NUCA do município de Aporá/BA

Mirela Almeida, adolescente do NUCA do município de Aporá/BA

Mirela também destacou a importância de ampliar o debate sobre a equidade étnico-racial nos territórios, fortalecendo o sentimento de pertencimento.

"Ainda há muitas pessoas negras, pardas e indígenas que não se reconhecem em sua própria identidade, e isso evidencia a importância de ampliar esse diálogo nos territórios. Como integrantes do NUCA, precisamos incentivar debates sobre equidade étnico-racial, criando espaços de escuta e reflexão que fortaleçam o sentimento de pertencimento, valorizem as identidades e contribuam para que crianças e adolescentes reconheçam sua história e sua cultura."

Foto de Janaina Souza, adolescente do NUCA Etnia Kaimbé - município de Euclides da Cunha/BA.

Janaina Souza, adolescente do NUCA Etnia Kaimbé - município de Euclides da Cunha/BA.

Para Janaina Souza, adolescente do NUCA Etnia Kaimbé, do município de Euclides da Cunha, a formação reforçou a importância do diálogo, do respeito à diversidade e do compromisso de compartilhar o aprendizado com outros jovens.

"Participar deste encontro foi uma experiência muito importante, porque aprendi a ouvir mais, dialogar e respeitar as diferenças. Conheci jovens de outras comunidades e etnias e percebi que todos temos muito a ensinar e a aprender. Quero levar esse conhecimento para os outros adolescentes da minha comunidade, para que eles também entendam a importância de respeitar as diferentes culturas, fortaleçam o respeito às diversas etnias e identidades e sejam multiplicadores dessas informações."

A formação do Resultado Sistêmico 6 (RS6), dedicada à promoção da equidade étnico-racial, ocupa um lugar estratégico na metodologia do Selo UNICEF por reconhecer que crianças e adolescentes negras, negros, indígenas e quilombolas ainda enfrentam barreiras históricas para acessar seus direitos em condições de igualdade.

A iniciativa é promovida pelo UNICEF, com apoio de implementação do Centro Dom José Brandão de Castro (CDJBC), e contou com a participação de representantes do Conselho dos Povos Indígenas da Bahia (COPIBA), da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e da Secretaria Municipal de Educação de Vitória da Conquista, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, do Instituto Anísio Teixeira (IAT) e do Centro Universitário Maurício de Nassau – Unidade Vitória da Conquista. A participação dessas instituições fortaleceu o diálogo interinstitucional, ampliou a troca de conhecimentos e contribuiu para a qualificação das discussões sobre a promoção da equidade étnico-racial e o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes.