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Políticas públicas para crianças e adolescentes indígenas e quilombolas são tema de encontros no Tocantins

Palmas, 18 de agosto de 2026 – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o Instituto Peabiru, realizou, nos dias 11 e 12 de agosto, em Palmas, e no dia 14, em Araguaína, o 4º Ciclo de Formação da edição 2025-2028 do Selo UNICEF. A formação foi dedicada ao Resultado Sistêmico 6 (RS6), que aborda a equidade étnico-racial nas políticas públicas. 

Em Palmas, o encontro reuniu 142 participantes e cerca de 60 municípios e contou com a participação de parceiros da secretaria de Estado da Igualdade Racial, Secretaria dos povos originários, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ministério Público, Tribunal de Contas, coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena, Secretaria da Cidadania e Justiça, Defensoria Pública, Articulação dos Povos Originários e Conselho estadual de Promoção da Igualdade Racial do Tocantins.  

No Polo de Araguaína, o evento contou com 85 participantes e mais de 30 municípios. A mesa de abertura em Araguaína contou com a participação de instituições como a Secretaria da educação de Araguaína, o Colegiado de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS), Secretaria de saúde, Secretaria da Mulher e Terreiro de Umbanda Omolocô.

A programação dos encontros contou com apresentações culturais, discussões sobre o enfrentamento ao racismo nos territórios e escuta dos adolescentes do NUCA. Durante a formação, os participantes também trabalharam estudos de caso sobre situações de desigualdade étnico-racial nas políticas públicas e conheceram estratégias de implementação do RS6, incluindo temas como o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR) e a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) que fazem parte do escopo de atividades do Resultado Sistêmico 6, do Selo UNICEF, novidade nesta edição da iniciativa e trata sobre a equidade étnico-racial para crianças e adolescentes.

As formações já aconteceram nos estados do Pará e Amapá e agora seguem para o Mato Grosso. Os encontros têm por objetivo fortalecer gestoras, gestores, técnicos e mobilizadores dos municípios Tocantinenses para o enfrentamento ao racismo institucional e para a construção de políticas públicas mais equitativas para crianças, adolescentes e jovens indígenas, quilombolas e negros.