Compartilhamento de boas práticas, formação e suporte técnico são algumas das ações disponibilizadas aos municípios inscritos no Selo UNICEF

Em resposta à tendência de interiorização da pandemia de Covid-19, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e seus parceiros intensificarão a atuação na Amazônia Legal e no Semiárido Brasileiro. A iniciativa visa fortalecer as gestões municipais e garantir a continuidade de serviços essenciais direcionados a crianças e adolescentes mesmo em um cenário de distanciamento social. Os 1.924 municípios já inscritos no Selo UNICEF terão acesso a formações, suporte técnico e compartilhamento de boas práticas de saneamento para volta de serviços, entre outras ferramentas.

Embora crianças e adolescentes não sejam os mais diretamente afetados pelo coronavírus, são eles os que mais sofrem de maneira indireta. O isolamento social e o fechamento de escolas afetam a educação, a saúde mental e mesmo o acesso a serviços básicos de saúde. A ameaça de violência também é maior em situações de calamidade e emergências. “Nesse momento em que a pandemia está avançando para o interior dos estados, onde estão as crianças e adolescentes mais vulneráveis, é muito importante manter a parceria com os municípios para garantir que as meninas e meninos continuem tendo acesso aos serviços essenciais. Só assim vamos conseguir mitigar os impactos da pandemia.”, destacou Mário Volpi, Coordenador Nacional do Selo UNICEF.

Entre as ações prioritárias estão a continuidade de serviços de vacinação, a elaboração e implantação de estratégias para garantir educação à distância, o desenvolvimento de planos para a reabertura de escolas no momento apropriado e o fortalecimento do sistema de saneamento municipal, de forma a garantir a consolidação das medidas de higienização e prevenção de transmissão do coronavírus. Outro ponto destacado por Mário é o apoio às equipes municipais dos Conselhos Tutelares e da Assistência Social para prevenção e encaminhamento dos casos de violência contra meninas e meninos. 
As populações mais vulneráveis, como crianças e adolescentes pobres, em situação de rua, em abrigos e unidades sócio educativa, comunidades indígenas, quilombolas, migrantes e refugiados também terão atenção especial. “Queremos aproveitar essa conexão com os municípios que participam do Selo UNICEF para levar soluções para o enfrentamento da pandemia no interior. Por isso é importante que os municípios continuem mobilizados para receber os conteúdos, multiplicar as informações e aplicar nas comunidades.”, reforça Mário Volpi. 

Nesse sentido, o UNICEF está oferecendo cursos e oficinas visando qualificar as equipes municipais para a resposta adequada à pandemia. Os cursos já disponíveis, a agenda de formações e outros conteúdos programáticos estão sendo divulgados. Também há uma seção especial sobre Covid-19 na página do UNICEF Brasil (www.unicef.org.br).

Selo UNICEF - O Selo UNICEF é uma estratégia do UNICEF para fortalecer as políticas públicas e reduzir as desigualdades que afetam a vida de crianças e adolescentes em municípios brasileiros da Amazônia e do Semiárido. A Edição 2017-2020 conta com a participação de 1.924 municípios de 18 estados brasileiros, que assumiram junto ao UNICEF o compromisso de priorizar e garantir os direitos de meninas e meninos previstos na Convenção sobre os Direitos da Criança e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nesse período, os gestores e técnicos municipais tiveram acesso a formações, conteúdos e outras ferramentas que buscam contribuir e acelerar a realização dessas responsabilidades. Mais informações sobre o Selo UNICEF:  www.selounicef.org.br

Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas. Visite www.unicef.org.br.