O projeto “Energia que Transforma” fortaleceu um elo de proteção aos recursos naturais no município de Bonito (PE), região conhecida por suas cachoeiras e atividades de ecoturismo. Os gestores e professores da rede pública que participaram do curso gratuito envolveram os estudantes na discussão sobre o uso eficiente de energia elétrica para a preservação dos recursos naturais e ganharam defensores leais do meio ambiente. A estudante e integrante do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (NUCA) do município, Jwahir Vasconcelos da Silva, 14 anos, conta como a oportunidade mudou sua forma de enxergar o mundo. 

Jwahir relatou que os alunos também tiveram uma semana de capacitação e aprenderam sobre o que é energia sustentável, energia limpa e geração de energia. “Isso abriu meu pensamento! Mas o que me sensibilizou foi compreender que é a sustentabilidade que permite que a próxima geração tenha o mesmo direito que a gente tem hoje de admirar a natureza, o meio ambiente”, disse, com a empolgação típica dos adolescentes.
Com esse conteúdo, os alunos desenvolveram apresentações para seguir conquistando novos defensores e transmitir o conhecimento às comunidades, aos colegas e aos pais de forma mais criativa, participando de diversos eventos na cidade. “Nós temos um direito e um dever que é cuidar da natureza e do planeta terra”, destaca a estudante. 

As companhias parceiras do Grupo Neoenergia ofereceram o curso gratuito “Energia que Transforma” para educadores interessados na capacitação, desenvolvida pela Fundação Roberto Marinho/Canal Futura, em parceria com o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel, Eletrobrás e Ministério de Minas e Energia (MME).

Coragem para se expressar
Por dificuldades financeiras dos pais, Jwahir mudou para escola pública em 2018, superando a rejeição inicial com o ambiente os colegas. “Estava insegura, mas me senti em casa e me perguntei porque não estava lá há mais tempo. Percebi que a educação forma todo o ser humano e sou um reflexo da educação que tenho e que tive”, disse. De garota tímida, ela diz que encontrou um lugar para se expressar e, assim, se encontrou junto. 

Ao ingressar no NUCA, ela reforça que também encontrou um espaço para colocar em prática o que sabia, o que estudava em seu quarto. “Eu achava que cidadania era só no voto. Mas percebi que no NUCA era mais. Os jovens trocavam experiências e opiniões. E cada opinião é bem-vinda. A gente discute temas que são tabus na sociedade. Imagina pro jovem?”, comenta, acrescentando como o NUCA a transformou e mudou seu conceito de exercer a liberdade de expressão.