Rafaelly Rodrigues sempre foi uma adolescente protagonista em Meruoca, município da região serrana do Ceará. Com apenas 15 anos, a adolescente demonstra saber a importância da sua contribuição para a sociedade. Ela participa do grêmio estudantil desde o ensino fundamental, mas sentia que ainda não havia encontrado um grupo com ideais alinhados aos seus para fazer a diferença. Foi então que, durante o 1º Fórum Comunitário do município, ela conheceu o núcleo de cidadania de adolescentes (NUCA). A iniciativa, incluída na metodologia do Selo UNICEF, busca garantir o envolvimento das meninas e dos meninos em questões e políticas públicas importantes para a infância e adolescência.

“Imediatamente me chamou a atenção como o NUCA estava trabalhando com a juventude.” Rafaelly começou a participar e logo foi convidada a assistir uma palestra sobre saúde sexual promovida pelo grupo em sua escola. O dia do evento amanheceu chuvoso e uma das representantes do NUCA não pôde comparecer. A adolescente conta que, como já conhecia bastante sobre o tema, aproveitou a oportunidade para complementar o que havia sido discutido na apresentação. Ela descreve que aquele foi o momento em que entendeu o seu lugar. “Foi algo natural. Eu ainda não tinha achado um grupo com o qual realmente me identificasse. Mas o NUCA, tanto pela sua diversidade de pessoas quanto de temas, me interessou.”

Apesar de escutar bastante que possui vocação para a política, ela diz que sonha mesmo em trabalhar com saúde e estudar medicina ou enfermagem. Tanto assim que a atividade do NUCA mais marcante foi o Desafio 7, que propõe Promover o direito à saúde sexual e à saúde reprodutiva. Rafaelly e os integrantes do NUCA organizaram uma caixa anônima de perguntas na escola, com o intuito de que qualquer adolescente pudesse deixar sua dúvida sobre o tema. Depois, todas as questões foram encaminhadas para uma enfermeira da cidade, convidada pela equipe, e respondidas em vídeo nas redes sociais.

“Muitos adolescentes acham que saúde na adolescência se resume apenas a relações sexuais, mas isso não é verdade. Vamos tentar quebrar esse pensamento,” conta, animada pela capacitação de saúde - prevista nas atividades futuras do Selo UNICEF. A adolescente avalia que a participação no NUCA possibilitou que ela fosse mais proativa em relação a temáticas que importam à adolescência do seu município, conhecer outras realidades e expandir sua visão. “Dá prazer de participar de um projeto como esse, que percebemos que está fazendo a diferença no município. Encontrei o meu lugar.” 

O Selo UNICEF
 
A Edição 2017-2020 do Selo UNICEF conta com a participação de mais de 1.900 municípios de 18 estados brasileiros, que assumiram junto ao UNICEF o compromisso de implementar políticas públicas para redução das desigualdades e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes previstos na Convenção sobre os Direitos da Criança e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
 
A experiência com as edições anteriores comprova que os municípios certificados com o Selo UNICEF avançam mais na melhoria dos indicadores sociais do que outros municípios de características socioeconômicas e demográficas semelhantes que não foram certificados ou participaram da iniciativa. 

Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas. Visite www.unicef.org.br.